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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

VITA COLORITA - Tecidos que abastecem o artesanato no Brasil!

Por Adriana Ribeiro

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) temos no Brasil 8,5 milhões de brasileiros que fazem do artesanato o seu pequeno negócio e esse grupo soma R$ 50 bilhões por ano em faturamento. Temos muita gente criativa nesse Brasil de meu Deus hein?! Quase metade desses artesãos estão no Nordeste, essa atividade representa cerca de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

Levantamos esses dados para contar a história da Vivi, dona da Vita Colorita, empresa que vende tecidos 100% algodão para artesanato, patchwork e costura geral. Além disso, elas vendem aviamentos e acessórios. Vamos conhecer melhor essa história? ;)


Logomarca da Vita Colorita
Vivi nos contou como começou seu negócio, ela disse que sempre gostou de trabalhos manuais desde pequena, quando teve o primeiro contato com essa arte. Quando jovem, optou por estudar arquitetura e prestar concurso público, no qual passou, mas a estabilidade não era algo que a fazia feliz, "esse trabalho nunca me satisfez, mesmo porque não havia o lado artístico nos trabalhos que eu desempenhava, e eu sentia muita falta disso", comenta.

Foi quando resolveu voltar para o artesanato, a princípio por hobby, mas depois resolveu aprender novas técnicas, como o patchwork. "Comprei uma máquina de costura, e as coisas andaram muito rapidamente, super me identifiquei. Comecei a receber encomendas e esse meu segundo trabalho foi se transformando no meu desejo de empreender", diz Vivi.


Tecido vendido na Vita Colorita
Mas vender tecidos foi uma consequência do trabalho artesanal, pois só a venda dos produtos ainda não era suficiente para ela deixar definitivamente o emprego fixo. "Então surgiu a ideia, juntamente com minha irmã, de abrir uma loja virtual de tecidos para patchwork e artesanato. Amo tecidos, sou apaixonada por costura, e uniria o útil ao agradável. Era algo que eu já conhecia e usava, então foi mais fácil." 

Tecido vendido na Vita Colorita
E para abrir a loja virtual de tecidos, Vivi e sua irmã pesquisaram bastante e procuraram entender o negócio como um todo, "vieram as pesquisas: mercado, concorrentes, preços, consulta a fornecedores e averiguar se o valor a ser investido seria suficiente". "Decisão feita, era hora de abrir a empresa e começar a comprar as mercadorias bem como agilizar tudo referente à loja virtual, layout, hospedagem, sistema de pagamento, etc. E muito trabalho nos bastidores até que a loja virtual pudesse ser inaugurada", relata Vivi.

Tecido vendido na Vita Colorita
Com um ano e cinco meses de existência Vita Colorita não perdeu tempo em abrir seu e-commerce, apenas três meses depois de abrir a empresa a loja virtual entrou no ar. Vivi comenta que até que todo o planejamento saísse do papel contou com reservas próprias e de sua irmã, que é a sua sócia.

Perguntamos para a Vivi qual é o lado bom e o ruim de empreender e ela deixou o recado: "O lado bom é fazer aquilo que você ama, poder se dedicar com o coração e trabalhar da forma que achar melhor, em termos de organização e horário, sem patrão nem cartão de ponto, rs. O lado ruim é não ter férias remuneradas, nem 13º salário, tampouco menos trabalho. O trabalho é muito e constante. No caso de pequenos empreendedores, você faz tudo, do começo ao fim, o que requer muita dedicação e muito tempo. Esqueça férias de 30 dias".

Tecido vendido na Vita Colorita
Vivi deixa uma mensagem para os nossos leitores e espero que vocês se animem em ter seu negócio próprio:

"Faça algo que você ama. Avalie e planeje tudo com muita calma e com pé no chão. Mas também não tenha medo de tentar e errar. Mude, recomece, reavalie. Se der errado, você sabe que tentou, fez com amor e deu o máximo de si. Só não erra quem nunca tenta".

Gostaram dessa ideia de hoje? Se inspiraram? Comentem....

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A QUEIJARIA - Loja da empresa Alimento Sustentável.

Por Adriana Ribeiro


É crescente o número de pessoas que compram produtos sustentáveis no Brasil e no mundo e é grande a expectativa de expansão desse segmento nos próximos anos. Esse é um mercado que se destaca cada vez mais por sua importância e deve ser acompanhado pelas empresas que desejam se tornarem competitivas nos próximos anos. 

Um último dado é que esse consumo eleva-se a partir do aumento da renda dos consumidores, isso por que esse tipo de produto chega a ser até 40% mais caro que o convencional. Retiramos essas informações do Boletim de Tendências - Consumidor Verde, produzido pela Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, para que vocês entendessem um pouco mais sobre segmento sustentável, isso por que hoje vamos contar uma história de muita luta e insistência do dono da Alimento Sustentável, Fernando Oliveira, que abriu sua primeira loja física esse ano, que vende só queijos brasileiros, na Vila Madalena, A Queijaria.


Produtos oferecidos pela Alimento Sustentável
Tudo começou em 2008 quando Fernando conheceu o Seu Zé Mário e a Dona Valdete na Serra da Canastra em Minas Gerais. Produtores de queijos artesanais vendidos a R$ 6,00, um preço considerado muito baixo diante a qualidade do produto, aponta Fernando, ele resolveu tentar uma parceria com esses produtores para vender seus produtos a um preço justo e para um número maior de pessoas.

Foi assim que surgiu a ideia de começar a Alimento Sustentável, "foi por acaso ao conhecer pessoalmente a Serra da Canastra, os produtores locais e seus enormes problemas, aos poucos fui gerando um negócio social.., comenta Fernando. "Depois de três anos de muita conversa e muita parceira e hoje com muito orgulho, o prêmio de melhor de Minas Gerais e a merecida valorização desse patrimônio histórico nacional", trecho retirado do site Alimento Sustentável
Produtos da Loja A Queijaria
Como empreendedor, Fernando comenta que desde os 20 anos de idade tem negócios próprios e que a ideia de montar o Alimento Sustentável nunca esteve no papel, "aconteceu naturalmente... com o tempo criei modelos e fui garimpando produtores pelo Brasil", diz. Hoje a empresa, que tem cinco anos, faz a entrega de produtos sustentáveis através do seu site e são eles: cesta orgânica, que traz frutas, verduras e legumes frescos; pescado original e os queijos artesanais trazidos da Serra da Canastra. E são esses queijos que renderam ao Fernando uma loja na Vila Madalena, A Queijaria.


Logomarca da A Queijaria
Fernando nos conta que a oportunidade de criar a loja A Queijaria aconteceu principalmente pela quantidade de produtores e alimentos disponíveis. E revela que para começar a Alimento Sustentável  não usou recursos próprios, só contou com a boa vontade e confiança dos produtores. E que para fundar A Queijaria foi um processo natural, "já existia o Delivery, apenas colocamos os alimentos na loja" conta. 
Hoje a loja física vende além de queijos artesanais brasileiros, embutidos, vinhos e cervejas.


Foto retirada da Fan Page da A Queijaria
Fernando diz que não existe lado ruim de empreender, só o lado bom, "é uma luta diária baseada em criatividade e proatividade". 
E deixou uma mensagem inspiradora para nossos leitores:


"Siga seu instinto, faça o que lhe dá prazer".

Foto retirada da Fan Page da A Queijaria

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PRAPRETA - Loja virtual criada para a mulher negra!

Por Adriana Ribeiro

Em 2012 o Brasil foi considerado o terceiro maior consumidor de produtos cosméticos, segundo o instituto Euromonitor Internacional. Hoje 90% dos produtores do setor são provenientes de micro e pequenas empresas.

Pensando nesse mercado, as sócias Alana Lourenço, de 26 anos, e Carolina Lima, de 27 anos, resolveram abrir um negócio segmentado e com venda exclusiva na web. A Prapreta é uma loja virtual que oferece produtos para os cabelos de mulheres negras e para as que tem cabelos cacheados, quimicamente tratados ou alongados. Hoje vamos contar como essa história começou, acompanhem! 


Logomarca da Loja Prapreta
Quando as sócias Alana e Carolina se conheceram em 2005 na Universidade São Judas Tadeu compartilharam um sonho em comum, o de ter um negócio próprio, "no terceiro ano, começamos a conversar sobre a ideia de ter nosso próprio negócio. Em 2012, resolvemos nos reunir para enfim colocar algumas ideias no papel", comenta Alana.

A ideia do negócio surgiu da necessidade de uma das sócias, a Carolina, que é usuária de produtos para cabelos afro e sentia muita dificuldade em encontrar lojas online que trouxessem produtos para cabelos de mulheres negras. Alana, na época, fazia cursos voltados para o comércio eletrônico e sabendo da dificuldade da Carolina conversaram sobre a possibilidade de abrir um negócio para atender essa demanda.

Alana e Carolina, sócias da Prapreta
Anotadas todas as ideias e preocupadas em planejar tudo, as sócias buscaram a ajuda do Sebrae-SP para estruturar o projeto. O e-commerce entrou no ar em agosto desse ano, depois de um ano de pesquisas e planejamento. Os recursos para abrir o negócio foram parte de reservas próprias somado a um empréstimo do Banco do Povo Paulista 

O Banco do Povo Paulista  é um fundo de investimento de crédito produtivo popular do Estado de São Paulo, um programa de microcrédito criado pelo governo de São Paulo em 1998, cujo objetivo é promover a geração de emprego através da concessão de microcrédito para o desenvolvimento de pequenos negócios, formais ou informais.

Banner da Prapreta
Alana conta que o lado bom de empreender é ter o sonho concretizado "trabalhar com o que te traz prazer e colher o resultado de seu próprio trabalho". Já o lado ruim é a responsabilidade e ter que dar conta de uma empresa e "abrir mão da estabilidade de um emprego".

A mensagem que elas deixaram para vocês, futuros empreendedores é "Acima de tudo, planejar o negócio 100% antes de tirá-lo do papel. E persistência: Depois de dar o primeiro passo, não desista nunca". 

Gostaram? Deixem seus comentários! Até a próxima;)

Banner da Prapreta

terça-feira, 15 de outubro de 2013

ARO 27- Ideia que incentiva a mobilidade urbana

Por Adriana Ribeiro

As bicicletas voltaram à rotina dos paulistanos, de acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), 50% das bikes compradas em território nacional são usadas para transporte e locomoção, 32% são infantis, 17% são usadas para recreação e 1% para competição.

Hoje o Brasil é o terceiro maior fabricante e o quinto maior mercado consumidor de bikes, também de acordo com a Abraciclo. E esse consumo mudou de uns anos pra cá, os usuários estão buscando um valor agregado para trocar ou adquirir uma nova bicicleta, modelos com mais tecnologia e acessórios, essa mudança de perfil tende a movimentar cerca de R$ 900 milhões neste ano, 10% a mais que no ano anterior. 

Levantamos mais alguns números para vocês entenderem melhor esse mercado, a nossa produção nacional de bikes dos últimos 10 anos se manteve nos R$ 4,5 milhões de unidades e o consumo está um pouco acima das 5 milhões de bicicletas. Nos próximos anos a tendência é o domínio das bicicletas mais modernas. Os preços atuais das bicicletas variam entre R$ 250,00 a R$ 3.000,00 reais.


Foto retirada da Fan Page da Aro 27
Hoje vamos contar a história de um negócio que investiu no retorno desse meio de locomoção, a Aro 27, empresa que acredita que as bikes são uma das soluções para o problema da mobilidade urbana dos grandes centros, e idealizou o modelo de park and shower, sistema pioneiro no Brasil, que traz estacionamento para as bikes e chuveiros para os ciclistas. Conversamos com o proprietário e ciclista Fábio Samori. Vamos conhecer melhor essa história? ;)


Fábio Samori, proprietário da Aro 27
Quando criança, Fábio cobrava de outros garotos da rua, onde morava, para personalizar carrinhos de fricção e para lavar bicicletas, ele acredita que a necessidade de empreender veio desde muito cedo.
Já adulto, escolheu trabalhar com bikes por acreditar nelas como instrumento na solução para a mobilidade urbana, "vejo a bicicleta quase como um instrumento social, capaz de modificar a visão das pessoas em relação ao meio ambiente que estão inseridas", comenta Fábio. 

Depois de estudar os modelos europeus e norte americanos de cafés agregados ao bike shop, Fábio fundou a Aro 27 juntando os serviços de park and shower, "foi uma consequência de um ciclista que sentia a necessidade de estacionar suas bicicletas com segurança e chegar bem apresentado em seus compromissos" diz o proprietário.


Foto interna da Aro 27
Para iniciar o negócio foram utilizadas reservas próprias e assim que o modelo de negócio foi estruturado, Fábio começou a busca pelo local perfeito para atender seus clientes. Ele comenta que fez um estudo das regiões que tinham boa oferta de transporte público e que também estaria em expansão comercial, "definimos Pinheiros por ter um valor de imóvel por metro quadrado mais acessível ..., pela topografia e pela existência da estação Pinheiros, que agrega trem, terminal de ônibus e a linha amarela do metrô, que intercepta as linhas verde, azul e vermelha, além de ser uma área em franca expansão de conjuntos comerciais". Aro 27 inaugurou em julho desse ano.
Foto interna da Aro 27
Hoje o principal serviço oferecido pelo Aro 27 é o park and shower, eles oferecem 40 vagas de estacionamento para bikes com seguro. Os demais serviços são: vestiários masculino e feminino, cada um com quatro chuveiros, armários, secador de cabelo, toalhas e sabonete líquido e no feminino eles disponibilizam um aparelho de chapinha. Dentro da loja exitem acessórios para as bikes e equipamentos de ciclismo urbano, uma oficina para reparos, uma biblioteca, com temas em sua maioria sobre o ciclismo. Além disso, a Aro 27 tem sala para eventos e parcerias para atender o setor corporativo. E o café, é claro, com cardápio de comidas rápidas e doces.


Infográfico dos serviços da Aro 27
Fábio diz que o lado bom de empreender é trabalhar com o que se ama, ver a ideia crescer e se concretizar, e diz que por enquanto não vê um lado ruim. "Trabalho com o que eu amo e estou vendo uma ideia minha crescer, se concretizar e dar muito certo. Isso faz muito bem ao ego. É muito recompensador. Não vejo um lado negativo. Estou com pouco tempo para a família e amigos, mas todos sabemos que isso é uma fase inicial e depois a coisa andará com maior tranquilidade"

A mensagem do nosso entrevistado de hoje é: Ponha seu sonho em prática: você irá trabalhar se divertindo e certamente será bem sucedido.

O que você está esperando para começar a trabalhar no seu sonho? Se inspiraram com a ideia de hoje? Deixem seus comentários, até a próxima!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Escola do Empreendedor Paulista - Dica de cursos gratuitos!

Por Adriana Ribeiro

Temos uma dica muito boa hoje, para quem quer começar seu negócio ou melhorar a administração da sua empresa.
São cursos gratuitos à distância oferecidos através da iniciativa do Governo de São Paulo, a Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho e do Banco do Povo Paulista.




A Escola do Empreendedor Paulista é quem vai oferecer esses cursos, que são 10 ao todo:

1 – Empreendedorismo na prática; 
2 – Atendimento ao cliente; 
3 – Consumidor e Fornecedor; 
4 – Ações  de Marketing;
5 – Formalização; 
6 – Formação de Preços;
7 – Vendas e Ganhos;
8 – Gestão Financeira;
9 – Higiene e Segurança;
10 – Sustentabilidade e Comunidade.

Podem participar microempreendedores urbanos e rurais, formais e informais, clientes ou não do Banco do Povo Paulista e demais interessados.
Os cursos tem duração de 3 horas e na conclusão você recebe um certificado pela participação. 
Para se inscrever acesse: www.escoladoempreendedor.sp.gov.br